Eu Não Faço A Menor Ideia Do Que Eu To Fazendo Com A Minha Vida

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Esse é o titulo de um filme brasileiro estrelado por Clarice Falcão, atriz, comediante e cantora, que amo e indico, e que se encaixa perfeitamente comigo.
Bem, mas vamos inicialmente as apresentações, sou solteiro, gay, independente, estudante de psicologia, assumido – mesmo que ainda não oficialmente para meus pais – , agnóstico, 30 anos, com um emprego razoável em uma empresa do ramo comercial, com pais que me tratam com carinho e respeito, e uma boa saúde, mesmo assim nada disso tem me trazido satisfação. Moro atualmente em um bairro simples na periferia de Recife, Capital de PE, em um apto de 50m², dividindo aluguel com um amigo de longa data. Não tenho móveis na sala, possuo um fogão velho e uma geladeira velha mas que ainda funciona, e isso me incomoda tanto, mas não é a falta dos moveis que tem sido desconfortável, eu poderia muito bem viver sem eles, o ruim é o vazio em mim. Ninguém sabe disso, mas as vezes sento no chão da sala, sozinho, e fico olhando a parede branca e vazia, faço isso por horas, juro, fico ali tentando encontrar alguma saída, mas sempre sem sucesso algum. E com esse gancho eu volto ao filme, ele sempre me vem a cabeça complementado por uma pergunta: O que p*** eu estou fazendo? Bom, nunca existe uma resposta, então levanto e sigo. E é assim que tem sendo os meus dias, levando a vida, mas vai ser assim sempre? Por quanto tempo vai ser assim? 30 anos de vida e não tenho nada mais que uma dúzia de histórias, um grande amor e alguns poucos amigos que ainda me restam. A vida nem foi tão cruel assim comigo, mas por algum motivo que desconheço ao certo, foi nisso que me tornei. Um solteirão sozinho, com o coração gelado, mal humorado e vazio. Tem tantas coisas que eu gostaria de fazer, tantos lugares que gostaria de conhecer, tanta coisa pra viver e fico sem expectativa alguma de tonar isso real. Não sou mais nenhum adolescente, não tem mais espaço pra arriscar ou simplesmente cruzar as pernas e esperar que algo aconteça, sabe? Sei também que devia levar essas questões ao psicólogo, e vou, afinal, só ele mesmo poderia ouvir e ajudar a entender tanta confusão, os amigos a quem normalmente fazemos esse tipo de desabafo, já não suportam mais e nem dão mais ouvidos, decidi parar de os alugar e assim vou me silenciado cada vez mais e mergulhando nesse vazio sem fim dentro de mim, eu sinceramente só espero não chegar tão fundo que não consiga mais voltar. Tem muitas coisas que me fizeram ser como sou hoje, algumas nem tão sérias, mas como cada um reage de uma forma e eu estou arcando com minhas escolhas. Mas o que fazer quando se parece que não há mais saída? Essa a pergunta que deixo aqui, essa pergunta que deixo sempre sem resposta. Talvez alguém veja, me entenda e quem sabe até trocamos alguma experiência, ou como tudo na vida, talvez não, talvez essas palavras vão mais uma vez se perder dentro de mim e no mundo virtual, que no momento me parece mais real que o surreal ao qual eu vivo.
Bom, isso é um pouco do que sou, do que vou tratar, e como vou tratar. Não sou nenhum escritor e muito menos aspirante a isso, então de deem um desconto e não exijam tanta desenvoltura na minha forma de escrever. Agradeço aos que visitarem e mais ainda aos que se derem ao trabalho de ler e trocar uma ideia. Sejam bem vindos ao meu mundo confuso que talvez possa também ser um pouco do seu.

Segue abaixo o vídeo, disponível no YouTube,  o link do filme que citei, caso alguém tenha interesse de ver. Vale a pena!

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